(Enquanto aguardo reforma)
ACERTANDO NA MOSCA_ (Mírian Cavalcanti Prado)
Há muito eu vinha à cata de alguma solução para pernilongos
e outros do gênero sem contar com a ojeriza que sentia dos temíveis
mosquitinhos palha e da dengue. A inseticida eu sempre descartei pelo fato de
ser evasiva. Também, aquele preparado caseiro que ensinei no você sabia
lembrem-se? É muito bom mais pretendia algo da hora, naquele momento. Ou seja,
outro tipo que pudesse resolver sem ter, ainda, que macerar por algum tempo, na
infusão.

Mas em meio à expectativa eu passei a me interessar num
produto de 15 reais que o vendedor me apresentava apelidado de raquete. De
acordo com ele o objeto suplantaria qualquer outro. Me informei das instruções e, de imediato paguei,
agradeci e sai direto para casa onde já entrei procurando algum inseto.
Ainda não era noite razão, talvez, de eu não ter conseguido
o meu intento em realizar tão aguardado teste.
Sem muita fé naquela invenção, (foto)
respirei fundo segurei no cabo e fiquei à espreita até que do meu ângulo me
deparei com uma aranha tímida que tecia sua telha tranquilamente no seu canto. E zás!Como
se apertasse um gatilho, apertei um botão que acendeu uma luz vermelha. A
impressão era de que a circunferência com a qual eu perseguiria o aracnídeo
estorricava em brasa. Um pequeno contato com o inseto fez aquele estalo que
imitava, baixo, claro! Uma rajada de metralhadora dos filmes de guerra.Com a chegada da
noite, chegou também uma nuvem de pernilongos. Tuuuuiiin!!! Animada com a
experiência inusitada,
decretei guerra contra os bichos. Armada com aquela engenhoca eu
rodopiava pela casa inteira. Cada estalo era uma nuvem de inseto que torrava no
ar.Foi diminuindo até o extermínio por
completo... Em poucos instantes eu pude me recolher, pela primeira vez, num
sono tranquilo e reparador.