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11 de nov de 2009

A MOÇA DO VESTIDO VERMELHO







O vestido que fez parar a universidade paulista na quinta-feira dia 22 de outubro, era um microvestido vermelho que deixava entrever a calcinha. A excitação causada por uma estudante de turismo de 20 anos, ao subir a rampa, incendiou o campus: cerca de 700 alunos e alunas ficaram histéricos a ponto de o coordenador do curso pedir a Geyse que fosse embora, com um jaleco branco cobrindo seu corpo. A PM a escoltou e usou spray de pimenta para afastar a multidão ensandecida que a xingava de “p...”, “p...”. As imagens, gravadas por celulares dos alunos, foram parar no YouTube na quarta-feira dia 28. O vídeo provoca constrangimento pela violência e pela hipocrisia. No dia do tumulto, a vítima chegou à Universidade Bandeirante, campus de São Bernardo, depois de uma hora de ônibus. O pai, supervisor de serviços, paga a faculdade: R$ 310 por mês. A mãe é dona de casa. Dias depois do tumulto, começou a circular na faculdade um rumor forte. Segundo colegas, a estudante, nas horas vagas, trabalharia como prostituta ou atriz pornô. Mas isso não vem ao caso. Quem conta um conto sempre aumenta um ponto.
Uma assessora da faculdade comentou que “tudo isso está parecendo uma promoção pessoal”. A grife do vestuário? A cor? Rosa-choque é brega? Digamos que Geyse fosse ousada demais. Se a loura com maquiagem de noite e unhas vermelhas chocasse seus colegas pela aparência, uma reclamação formal na diretoria pedindo discrição talvez fosse suficiente. Mesmo assim, muito estranha num país que cultua a nudez e se diz liberal. Em catarse coletiva, centenas de jovens brandindo celulares urravam nas rampas, pulavam muros, gargalhavam, jogavam papel higiênico no pátio central. Sem a PM, Geyse corria risco de ser linchada fisicamente. Os agressores – que espalham que a estudante seria atriz pornô – devem ser os mesmos que visitam sites adultos e se valem dos serviços de prostitutas. Só não as querem jamais sentadas na carteira ao lado. A estudante ficará traumatizada? Ou célebre e rica? Geyse pode ganhar indenização, escrever um livro, posar para a Playboy e inspirar um filme. Esta é a vida como ela é.


Mas, vale ainda ressaltar que ela pode ter exibido o minivestido por ingenuidade e nem de leve ter pensado que haveria de desencadear tamanha repercussão.




Um comentário:

  1. José Henrique de Três Cotações.MG13 de novembro de 2009 20:35

    Ki mal há nesse vestido? Pelo que m consta ela tá muito é gostosa e chicletes.

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