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25 de jun de 2009

QUANTOS FRANCISCOS PRECISAM MORRER PARA REAVERMOS A CONSTITUIÇÃO?


É sábado à noite.
Dois assaltantes adentram um pequeno açougue do Bairro Monte Carmelo da cidade de Montes Claros-MG.
O comerciante Francisco Gonçalves da Rocha Neto assusta e tenta fugir para deixarem estar livremente aqueles ladrões.Na mira do revólver, pensa rápido: o pouco que conseguiu resumir no decorrer dos seus 55 anos, estava disposto a perder e recomeçar do nada,em troca da sua vida.
Como ali, não houvesse nada que os atraíssem, os assaltantes roubam a vida do açogueiro, indefeso, com um tiro nas costas e saem deixando-o para trás em meio a uma poça de sangue.
Esse final, não foi diferente dos demais que aquela dupla afeita em reincidir crimes, agem, sempre friamente,como se nada houvesse acontecido.
Para a família de Francisco esse desfecho é um marco que vai dar muito o que amargar e, para os meliantes, esse extermínio é apenas mais um entre tantos de suas coleção!

Naquela noite, tranquilo,o trabalhador foi surpreendido enquanto fazia o que tantas vezes o fizera com tranquilidade.
No pequeno espaço do seu comércio, entulhava as carnes para que pudesse impressionar a sua freguesia dos finais de semana e,a partir dali ganhar o pão para o sustento dos seus filhos.
O desdobramento de um crime acontece muito rapidamente.Com a mesma intensidade deveriam prevalecer as verdadeiras intenções da justiça.
Se a máxima da recíproca sabe ser verdadeira,os legistas também deveriam saber que os autores de crimes hediondos agem à revelia da lei.
A esperança que temos, é de que, nada acontece por acaso, no sentido de incentivar novas legislações.
O pior, mesmo, é se além desse Francisco, fossem preciso, de mais outros Franciscos serem assassinados para podermos rever a Constituição.

Pena de morte, nos culpados!!!

Um comentário:

  1. Maria Inês Menicucci26 de junho de 2009 05:37

    Estou gostando de ver, amigona!!!
    Artigo nota mil, de primeira linha.
    Relatar um fato com criatividade,assim, é limite de poucos.
    Bjos.
    Ina

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