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19 de set de 2009

HOMEM DADO COMO MORTO,ERGUE O TRONCO E SENTA-SE NO CAIXÃO. EM PLENO VELÓRIO DIZ : "ONDE ESTOU?"


O cenário do velório era de muita comoção.
Curiosos, amigos e familiares chegam e asentam, outros permanecem de pé em volta do falecido. Os que se revezavam aproximavam e saíam depois de darem mostras de desgosto aos mais íntimos à situação.
A vigília transcorria ali, na Câmara Municipal da pequena cidade de Araçá, na Paraiba
onde o falecido José Felisberto Saraiva era muito benquisto.
O clima era de muita lamentação pelo choque inesperado que motivou tragicamente aquela ida precoce,aos 63 anos, enquanto exercia o terceiro mandato como vereador.
Uma ferimento na cabeça provocado pelo meio-fio da calçada onde caíra era quase nada pelo desfecho que teve.Foi constatado que ele estava imóvel e sem pulso. Tentaram reanimá-lo, em vão; dai a concluir-se em óbito, e, de imediato, tratarem-se de encomendar o funeral como é costume em cidades interioranas.
Tudo ia bem na medida do possível,até precisamente meia-noite,velório concorrido; em meio aos cânticos, recomendações da alma do desencarnado...
Eis que o corpo se mexe à frente de todos. Com olhares voltados para o fenômeno,que não era nenhuma ilusão de ótica,aquele tronco se dobra e se ergue. O homem agora vivo,assenta-se no caixão.Muitos que choravam continuavam às lágrimas substituindo a dor pelo pavor.

"Onde estou?" "Quem são vocês?" indaga o ex-falecido atordoado pelo desmaio que o deixou "fora do ar" por algumas horas.
Consciente, sem mais problema que o impedisse de explicar à multidão o que havia acontecido de fato; ou seja; o que só ele, mais do que ninguém, sabia.
O difícil mesmo, foi desconvidar pelas rádios, o convite que foi feito em todos arredores, para o velório de um político, pois,carecia de muita explicação de algo que não é todo dia que acontece. Desvendar um mistério do inusitado.

4 comentários:

  1. Historinha muito boa.
    Apreciamos bastante.

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  2. Quem foi q poupou de fazer autópsia? Deve ter deixado de fazer pra fica co dinhero do velho, heim cambada.
    Mas o vei nãun é mole não, cambada.

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  3. Seb eu estivesse lá eu desmontaria.

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  4. nada ver,sem flores,sem velas aff,tudo lorota

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